Snowboard in Rio

(este post está sendo escrito em 27 de outubro, mas faz de conta que foi em 20 de setembro, tá?)

Lembram da piadinha sobre o clima e os brasileiros??? Pois é, nem precisou chegar aos zero graus. Tivemos o Snowboard in Rio hoje, na praia de Botafogo!!! Definitivamente, este foi o evento mais FAIL de todos os tempos. Em todos os sentidos. Foi um fracasso atrás do outro.

As competições (teoricamente) iam de 9h as 16h, divididas em categorias masculinas e femininas. Eu, Rodrigo e Gazela (meu amigo Edgar, de Recife, que tava passando a semana aqui no Rio) nos encontramos no Catete e fomos andando pra Botafogo, onde chegamos por volta das 13h. Pra começar, deviam ser esperadas umas duas mil pessoas ali, mas se tivesse 300, era muito.

O evento era patrocinado pelo Guaraná Antarctica que, sabiamente, colocou uma propaganda gigantesca em frente à rampa, impedindo qualquer visão. Se a gente andasse muuuuito pra trás, podia ver o começo da rampa, onde os competidores se preparavam pra descer. Se a gente fosse pra frente, pra perto das grades de contenção (sim, grades pra separar os VIPS do povão), conseguia ver o fim da rampa, onde os competidores paravam. Ou seja, ver as manobras, nem pensar.

Tentamos nos deslocar pras laterais, na esperança de ver alguma coisa, mas a tentativa foi vã também. O Guaraná Antarctica tinha construído uns camarores que eram tipo umas tendas com umas pontas enormes que nos impediam (que surpresa ¬¬) de ver as coisas. Acabamos desistindo de ver essa porcaria dessa rampa e fomos pra perto do mar, molhar os pés e tirar fotos do pão de açúcar encoberto pelas nuvens. Sim, porque além de tudo o céu ainda estava super nublado – apesar do calor.

Pelo pouco que pudemos ver, no entanto, não perdemos nada. A neve da rampa derreteu toda num certo trecho, deixando só o chão mesmo, e aí todos os competidores se embolavam nesse mesmo lugar. Foi uma sucessão de cambalhotas laterais, cambalhotas frontais, bundas para o alto, cai, levanta e cai em seguida… foi tão ridículo, que eu já tava com pena dos competidores.

Aliás, os competidores, em si, já eram um grande fracasso. Eu esperava ver pelo menos um canadense na competição, já que se tratava de snowboard, mas não. O que eu vi foi um monte de brasileiro que deve andar de skate, passou 3 dias em Bariloche e acha que já sabe o suficiente pra brincar na neve. Claro, pra entrar no Snowboard in Rio tava de bom tamanho. Mas só nessa competição chinfrim do Rio mesmo, porque se qualquer um deles fosse se arriscar numa competição internacional, ia passar o maior vexame.

Os homens ainda eram melhores, mas as mulheres… ave maria… Sabem aquele terrível sentimento de vergonha alheia? Pronto. Fui eu, sentindo vergonha por elas. Gente, fica em casa. Vai brincar de pular amarelinha, sei lá.

Assim, os competidores eram PODRES DE RUINS mesmo, mas também eu acho que as condições da rampa não facilitaram. Além da falta de neve, os obstáculos estavam muito próximos uns dos outros, e aí se o cara quisesse deslizar numa barra aqui, já não tinha espaço pra desenvolver velocidade pra saltar uma outra coisa ali…

Por fim, tinhamos o locutor. Gente, o locutor… Mas o locutor… Putz grila!!! O locutor do Snowboard in Rio era o próprio FAIL em pessoa. Um horror!!! Aquele peste, com um sôtâque bizârrrrro de paulisssta, mêu, ficava falando em inglês o tempo todo. Sim, em inglês!!! Na certa, ele estava tentando se comunicar com os cinco estrangeiros fanfarrões que apareceram em Botafogo aquele dia pra dar umas risadas, né? Imaginem só a desgraça: inglês macarrônico com sotaque paulista.

“Wow! Beautiful!!! O competidorrr fulano de tal manobrânndo no eddie do bôrrrd (edge do board)”
”Oh, no! Oh shit! Ooooh shit!!! Fulano caiu!”
”C’mon everybody! Uhuuu!!! What’s up!!! Animação galêeeraa!”

PODRE.

Confiram as fotos:

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 Gazela e eu: polegares para baixo.

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A propaganda do Guaraná Antarctica atrapalhando tudo. 

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Eu e Rodrigo: polegares pra baixo, porque esse negócio tava muito ruim mesmo.

 

PS: pessoal, nada contra o Guaraná Antarctica. Adoro Guaraná. Acho muito melhor que Coca-Cola, inclusive. Mas que o Snowboard foi uma porquêra, foi!



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